quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Disciplina Lingüística Textual

Nessa matéria, como o nome já, diz o objeto de estudo é o texto. E o texto é o elemento basilar para o trabalho com a língua materna.

O ensino de Língua Portuguesa perpassou ao longo dos anos por correntes lingüísticas contemporâneas, mas a maior mudança significativa foi que se passou a tomar o texto como objeto central de estudo da Lingüística Textual. O texto passou a fazer parte das análises e discussões da língua em uso. É preciso ler e entender muito além das categorias gramaticais, completamente desprovidas de contextualizações e sentidos, se alheios ao texto, considerando que ele, o texto precisa ocupar o lugar de destaque em ambientes de letramento, como é o caso das escolas, e mais especificamente a sala de aula.

Assim, é preciso que o professor priorize nas aulas de Língua Portuguesa, as atividades de leitura e produção de textos, levando o aluno a refletir sobre o funcionamento da língua nas diversas situações de interação verbal, sobre o uso dos recursos que a língua lhes oferece para a concretização de suas propostas de sentido, bem como sobre a adequação dos textos a cada situação. É importante que o professor esteja preparado para utilizar em aula os conceitos e as estratégias propagadas pela Lingüística Textual e aplicá-las no ensino da produção textual, quer em termos de escrita, quer de leitura, já que esta orientação conforma-se ao que postulam os Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa.

A partir dos conhecimentos adquiridos de Lingüística Textual, o professor passa a ser dotado de instrumento teórico e prático adequado para o desenvolvimento da competência textual dos alunos, o que significa torná-los aptos a interagir socialmente por meio de textos dos mais variados gêneros, nas mais diversas situações de interação social. Isto significa, inclusive, uma revitalização do estudo da gramática: não, é claro, como um fim em si mesma, mas no sentido de evidenciar de que modo o trabalho de seleção e combinação dos elementos, dentro das inúmeras possibilidades que a gramática da língua nos põe à disposição e que, portanto, é preciso conhecer, nos textos que lemos ou produzimos, constitui um conjunto de decisões que vão funcionar como instruções ou sinalizações a orientar a construção do sentido.

Gostaria de deixar como contribuição que a leitura do jornal, no espaço da sala de aula, aprimora a capacidade de interação do aluno leitor com o mundo; seja refletindo, seja dialogando, seja produzindo seu próprio texto. O jornal fornece a “matéria-prima” para as práticas diárias de leitura e escrita, confrontando-se a língua coloquial e os usos normativos do idioma.

Nessa perspectiva, os gêneros discursivos do jornal – objeto de estudo nas aulas de língua portuguesa - são valiosos suportes pedagógicos de incentivo à leitura, à pesquisa e à produção textual. Portanto, o uso do jornal na sala de aula além de contribuir com propostas práticas, eficazes e viáveis quanto à aprendizagem da leitura e da escrita forma produtores de textos eficientes, capazes de interagir com as múltiplas situações da língua em uso.

4 comentários:

  1. Olá Querida!! Gostei bastante do seu blog está repleto de informações valiosas para o crescimento acadêmico.

    ResponderExcluir
  2. Oi, Reginalva!!!
    Gostei muito do seu blog. O texto está muito bom, coerente e interessante. Ficou clara a sua paixão pela educação.
    Bjs, que você tenha sucesso em tudo o que realizar!!!

    ResponderExcluir
  3. Oi Regi, Passei no seu Blogg e fiquei encantada com o show de conteúdo que nele consta,isso mostra o quanto foi produtivo para você. Parabéns!

    ResponderExcluir
  4. Oi Reginalva. Gostei muito do blog e das informações nele contidas. Só fiquei na dúvida se era seu ou de Néa.
    Felicidades e acesse o meu,ok.

    ResponderExcluir