terça-feira, 14 de junho de 2011

Despedidas


Despedidas
Sorriso largo
Amor proibido
Você de um lado
E eu perdido

Só você sabe
Este segredo
Quando perdir-te
Um longo beijo

Não quero mais
Me iludir
Contigo eu não
Serei feliz

Não quero mais
Este sorriso
Que quase me leva
Para o abismo

Então adeus
É o que te digo
Não quero nem
Ser teu amigo

Agora vai
Não diga nada
Agora eu sei
Que eu amei
A pessoa errada.

domingo, 20 de março de 2011

Minhas Memórias Acadêmicas

Este memorial descritivo tem como objetivo apresentar a minha trajetória acadêmica. Para elaborá-lo, levei em conta destacar algumas atividades que foram de grande relevância para o meu aprendizado, que aqui estão expostas.

Ingressei em 2008 no curso de Licenciatura Plena em Letras/Inglês na Faculdade de Tecnologias e Ciências, em Salvador/Ba. O meu primeiro desafio na graduação foi estudar um curso em Educação a Distância. O segundo desafio foi aprender a língua inglesa concomitante com o curso universitário, pois eu tinha dúvidas quanto a ser aprovada na disciplina de Língua Inglesa por não saber falar o Inglês. Mas como tive uma equipe de professores excelentes que a cada aula de vídeo nos incentivou e permitiu aprofundar meus conhecimentos à luz da ciência e do rigor que academia exige. Tudo isso resultou em elaboração de projetos, revista eletrônica, análise de livros, entre outros, com a orientação da Tutora Márcia Guerra.

O primeiro seminário realizado pelo meu grupo foi em setembro de 2008 e teve como título o “O Papel da Educação: a pesquisa na formação do educador”. Nesse tema foi bastante enfatizado a pesquisa na formação do educador que para alguns autores essa temática, está diretamente ligada ao conceito de professor pesquisador. Isto porque a reflexão sobre a própria prática não se estabelece só no pensamento; é preciso que se dê sobre aspectos concretos da complexidade do fenômeno de ensino e aprendizagem.

Aprendi, com toda a discussão sobre esse tema, que não é tão fácil levar os resultados de pesquisas para sala de aula como acontece em outros campos da ciência, mas em educação essa idéia ainda não é muito difundida na prática pedagógica. É preciso pensar como aumentar o interesse dos educadores pelas pesquisas, pois, é a partir daí que o professor passará a compreender melhor o que faz em classe. Só com muita formação o professor pode conseguir sair do estágio de entender a teoria para usá-la na prática, pois aqueles que usam bem a teoria conseguem dominar o assunto e se sentir seguro na prática. Afirma Jean Piaget que “o conhecimento é uma adaptação às situações e, é preciso pensar de forma sistemática”.

Posso afirmar que, atualmente, muitos pesquisadores vêm se dedicando às pesquisas sobre formação de professores, e com isso abrindo espaço para a formação continuada. Dentro deste novo desenho, a análise critica da própria prática e suas socializações, a partir da troca com os colegas, são condições essenciais para que o professor possa administrar a sua própria formação continuada. E isto, segundo Philippe Perrenoud, constitui-se em competências docente muito importante, pois “ela condiciona a atualização e o desenvolvimento de todas as outras”.

Uma das atividades que me marcou muito nesse curso foi à realização da pesquisa de campo em uma escola do ensino fundamental. Essa atividade  teve como objetivo analisar o plano de curso, de unidade, de aula e o sumário do livro didático de Língua Portuguesa e de Língua Inglesa nas séries finais do ensino fundamental, além das observações feitas em sala de aula. Nessa pesquisa tive a oportunidade de conhecer todos os itens de um planejamento, principalmente a definição da missão da escola que define o que é a escola hoje, seu propósito e como pretende atuar no dia-a-dia.

Toda a atividade realizada nessa pesquisa me permitiu analisar planos e fazer observações em sala, dando base para realização das inferências. Essa pesquisa foi uma experiência prazerosa para a minha formação docente do curso de Letras/Inglês. Percebi nesse trabalho que é possível sim, aliar a teoria à prática. Não é nada fácil, mas quando se faz a preparação, se tem coragem e boa vontade as coisas se tornam possíveis.

Outra atividade de suma importância foi à oportunidade de analisarmos os Parâmetros Curriculares Nacionais de LP e LI. Essa análise foi muito enriquecedora para que possamos desenvolver uma prática pedagógica mais eficiente, pois não podemos valorizar a teoria em detrimento da prática nem fazer o inverso. A teoria será a sinalizadora da prática, é claro, que muitas vezes o professor terá que fazer adaptações, mas até mesmo para fazer essas adaptações ele precisará da teoria.

Diante dos conhecimentos adquiridos nas disciplinas de Estágio Supervisionado I e II, posso afirmar que é muito importante que o professor de escola pública ou privada entre na sala de aula com o seu plano de curso, de unidade e, principalmente, com seu plano de aula pronto. É necessário que as aulas sejam planejadas, para que o professor se sinta mais seguro quanto às estratégias de ensino. Portanto, planejar é uma atividade que está dentro da educação, visto que esta tem como características básicas: evitar a improvisação, prever o futuro, estabelecer caminhos que possam nortear mais apropriadamente a execução da ação educativa, prever o acompanhamento e a avaliação da própria ação, pois planejamento e avaliação andam juntos.

Também marcou a minha trajetória acadêmica a elaboração de projeto de intervenção realizado em uma escola do ensino fundamental. O projeto teve com tema “Cinema e Educação: um diálogo profícuo nas turmas do 6º ao 9º ano”. Esse projeto foi muito enriquecedor, pois não só promoveu debates, discussões e análises de determinadas projeções em grupo, como também dialogou interdisciplinarmente  e transdisciplinarmente com saberes ministrados em sala de aula, a exemplo  do ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana,  Sociologia, e outros,  bem como  outras temáticas que estavam sendo  articuladas  por outros professores em  sala de aula.

Relato aqui também outra experiência realizada em uma das observações feitas em uma escola do ensino fundamental. Refiro-me ao estudo de um caso da escola Pedro Cerqueira no município de Simões Filho/BA, referente à discriminação racial em uma turma do 6º ano do ensino fundamental da disciplina de Língua Portuguesa. Nessa turma observada, percebemos a forma como estava acontecendo à discriminação racial entre os alunos do 6º ano. Como atividade, tínhamos que elaborar um plano de intervenção nessa turma. Para isso tivemos que buscar conhecimentos na lei 10.639 que estabelece a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana na Educação Básica, bem como as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Percebemos que através das literaturas que os sistemas de ensino, as mantenedoras, a coordenação pedagógica e os professores, com base nessa lei, devem estabelecer conteúdos de ensino, abrangendo os diferentes componentes curriculares, além de elaborar projetos de diferentes naturezas, no decorrer do ano letivo, com vista à divulgação da história do Brasil, na construção econômica, social e cultural da nação, destacando-se a atuação de negros em diferentes áreas do conhecimento, de atuação profissional, de criação tecnológica e artística e de luta social.

Não poderia deixar de citar aqui a elaboração da revista eletrônica que nos oportunizou a divulgação de informações interessantes da área de língua e literatura e de textos produzidos pelos acadêmicos do curso de Letras.

Em junho de 2010, na disciplina Pesquisa e Prática Pedagógica IV tive a oportunidade de analisar os livros didáticos de Língua Portuguesa e de Língua Inglesa do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Foi muito bom analisar os livros do Ensino Fundamental, porque percebi, como pontos positivos, a escolha de livros com uma boa seleção de textos, reflexão lingüística integrada às atividades de leitura e tratamento adequado para o ensino de LP e LI, porém, tiveram como pontos fracos a Insuficiência de sistematização dos conhecimentos gramaticais. Já os livros do Ensino Médio analisados possuem uma linguagem adequada à faixa etária e aos interesses dos estudantes, podendo, por isso, contribuir para a ampliação dos horizontes dos alunos. O livro tem, ainda, o mérito de oferecer uma visão global dos conteúdos estudados contemplando assim inúmeros aspectos de avaliação, presentes nas diferentes propostas do MEC e PCNs para o ensino Médio.

Outra atividade que merece destaque foi à elaboração de um Projeto de Estágio que contemplou a elaboração de dois planos de ação das disciplinas de Língua Portuguesa e de Língua Inglesa no Ensino Médio. Essa atividade foi parte do processo avaliativo da disciplina Estágio Supervisionado II, que teve parceria com a disciplina Pesquisa e Prática Pedagógica IV. Minha equipe elaborou o projeto “Arte - Diversidade, Cultura e Diversão”, que teve como objetivo ensinar a diversidade cultual através de produções artísticas com atividades lúdicas, prazerosas e reflexivas, dando ênfase ao ensino de LP e LI, focalizando o aspecto da história das diferentes culturas e etnias. Com a execução desse projeto, tivemos a oportunidade de contribuir para que o aluno possa compreender, respeitar e valorizar  a diversidade sociocultural e a convivência solidária em uma sociedade democrática.

Diante de tantos conhecimentos adquiridos ao longo da minha trajetória acadêmica, principalmente os adquiridos na disciplina de Lingüística Textual, posso dizer, com segurança, que o professor de Língua Portuguesa deve priorizar em suas aulas as atividades de leitura e produção de texto. Se assim o fizer, levará o aluno a refletir sobre o funcionamento da língua nas diversas situações de interação verbal, sobre o uso dos recursos que a língua lhes oferece para a concretização de suas propostas de sentido, bem como sobre a adequação dos textos a cada situação. É importante que o professor esteja preparado para utilizar em aula os conceitos e as estratégias propagadas pela Lingüística Textual e aplicá-las no ensino da produção textual, quer em termos de escrita, quer de leitura, já que esta orientação conforma-se ao que postulam os Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa.

Como contribuição para o leitor deste memorial, deixo aqui uma sugestão de atividade que trabalhei no estágio supervisionado II do Ensino Fundamental. Trata-se do trabalho com leitura de jornal na sala de aula, que aprimora a capacidade de interação do aluno leitor com o mundo; seja refletindo, seja dialogando, seja produzindo seu próprio texto. Com certeza, o jornal fornece a "matéria-prima" para as práticas diárias de leitura e escrita, confrontando-se a língua coloquial e os usos normativos do idioma. Nessa perspectiva, os gêneros discursivos do jornal - objeto de estudo nas aulas de língua portuguesa - são valiosos suportes pedagógicos de incentivo à leitura, à pesquisa e à produção textual.

Portanto, o uso do jornal na sala de aula além de contribuir com propostas práticas, eficazes e viáveis quanto à aprendizagem da leitura e da escrita forma produtores de textos eficientes, capazes de interagir com as múltiplas situações da língua em uso.


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Disciplina Lingüística Aplicada ao Ensino do Português

A Lingüística Aplicada é uma ciência que trabalha visando resolver problemas relativos à linguagem em diferentes contextos. Hoje, no entanto, a Lingüística Aplicada tem como foco principal estudos sobre questões de uso da língua e pesquisas envolvendo aprendizagem e ensino de línguas estrangeiras e de língua materna.

De acordo com LOPES (1996), a Lingüística Aplicada é uma área de investigação aplicada, mediadora, interdisciplinar, centrada na resolução de problemas de uso da linguagem, que tem foco na linguagem de natureza processual, que colabora com o avanço do conhecimento teórico, e que utiliza métodos de investigação de natureza positivista e interpretativista.

Ao longo da disciplina ficou claro que o professor de Língua Estrangeira deve estar sempre repensando sua prática pedagógica, a pesquisa em Lingüística Aplicada faz com que a cada dia este profissional possa promover mudanças e tornar suas aulas mais dinâmicas e efetivas.

 Dentre as várias formas apresentadas para aperfeiçoar a prática destes docentes, destaco aqui o incentivo ao trabalho com a leitura em língua estrangeira. Esse trabalho é importante pelo fato de que também atua para uma melhor compreensão da própria língua materna. O professor deve direcionar a leitura para um objetivo específico, porque é no ato da leitura que as pessoas normalmente acionam seus conhecimentos prévios sobre o tópico. Uma vez que o aluno identifique o tópico em questão à compreensão do texto e a solução das tarefas propostas deverá ser suficiente para que ele atinja seu objetivo principal, que não é a tradução do texto em sua íntegra, mas um entendimento global do que está sendo exposto.

Tal prática também pode se mostrar produtiva na leitura em língua materna. É importante também, que o professor não se comprometa simplesmente em concluir o conteúdo gramatical proposto para sua disciplina, mas que também se comprometa em tornar esse conteúdo relevante para o aluno em forma de textos em língua estrangeira com os quais eles possam ter contato em sua rotina fora do contexto escolar.

Desta forma, a escolha dos textos a serem trabalhados também é outro ponto de extrema importância. Os textos podem atrair a atenção do aluno, por exemplo, ao usarmos um texto contendo instruções para utilizar um aparelho celular ou um equipamento eletrônico como um Mp3 ou TV que sempre estão presentes em seu dia a dia.

Ficou claro que a formação completa de um professor não acontece somente durante o período da graduação, mas é um processo contínuo de aprendizagem. Portanto ter conhecimento e refletir criticamente sobre sua prática deve ser ações permanentes no cotidiano do professor de língua estrangeira.

Destaco aqui a importância de uma formação profissional mais consciente e mais comprometida com a reflexão e a autocrítica, e de incentivar a formação e a procura de espaços para que os profissionais da área possam reciclar e ampliar seus conhecimentos. Apresento também a pesquisa na área de Lingüística Aplicada como um caminho para a prática docente e formação ativa e reflexiva.

Acredito ser importante que as novas diretrizes e parâmetros sejam do conhecimento de todos e que todos busquem novas formas de motivar a si mesmos e a seus alunos, fazendo de cada aula um espaço de troca e descoberta.


Disciplina Lingüística Textual

Nessa matéria, como o nome já, diz o objeto de estudo é o texto. E o texto é o elemento basilar para o trabalho com a língua materna.

O ensino de Língua Portuguesa perpassou ao longo dos anos por correntes lingüísticas contemporâneas, mas a maior mudança significativa foi que se passou a tomar o texto como objeto central de estudo da Lingüística Textual. O texto passou a fazer parte das análises e discussões da língua em uso. É preciso ler e entender muito além das categorias gramaticais, completamente desprovidas de contextualizações e sentidos, se alheios ao texto, considerando que ele, o texto precisa ocupar o lugar de destaque em ambientes de letramento, como é o caso das escolas, e mais especificamente a sala de aula.

Assim, é preciso que o professor priorize nas aulas de Língua Portuguesa, as atividades de leitura e produção de textos, levando o aluno a refletir sobre o funcionamento da língua nas diversas situações de interação verbal, sobre o uso dos recursos que a língua lhes oferece para a concretização de suas propostas de sentido, bem como sobre a adequação dos textos a cada situação. É importante que o professor esteja preparado para utilizar em aula os conceitos e as estratégias propagadas pela Lingüística Textual e aplicá-las no ensino da produção textual, quer em termos de escrita, quer de leitura, já que esta orientação conforma-se ao que postulam os Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa.

A partir dos conhecimentos adquiridos de Lingüística Textual, o professor passa a ser dotado de instrumento teórico e prático adequado para o desenvolvimento da competência textual dos alunos, o que significa torná-los aptos a interagir socialmente por meio de textos dos mais variados gêneros, nas mais diversas situações de interação social. Isto significa, inclusive, uma revitalização do estudo da gramática: não, é claro, como um fim em si mesma, mas no sentido de evidenciar de que modo o trabalho de seleção e combinação dos elementos, dentro das inúmeras possibilidades que a gramática da língua nos põe à disposição e que, portanto, é preciso conhecer, nos textos que lemos ou produzimos, constitui um conjunto de decisões que vão funcionar como instruções ou sinalizações a orientar a construção do sentido.

Gostaria de deixar como contribuição que a leitura do jornal, no espaço da sala de aula, aprimora a capacidade de interação do aluno leitor com o mundo; seja refletindo, seja dialogando, seja produzindo seu próprio texto. O jornal fornece a “matéria-prima” para as práticas diárias de leitura e escrita, confrontando-se a língua coloquial e os usos normativos do idioma.

Nessa perspectiva, os gêneros discursivos do jornal – objeto de estudo nas aulas de língua portuguesa - são valiosos suportes pedagógicos de incentivo à leitura, à pesquisa e à produção textual. Portanto, o uso do jornal na sala de aula além de contribuir com propostas práticas, eficazes e viáveis quanto à aprendizagem da leitura e da escrita forma produtores de textos eficientes, capazes de interagir com as múltiplas situações da língua em uso.

Convido a todos a Visitar o Meu BLOG!!!

Olá Pessoal!!

Sou Reginalva. Uma mulher feliz e muito apaixonada pela educação!
Sou casada e tenho três filhos lindos. Educada com princípios de vida elevados, buscando sempre a satisfação de ser uma pessoa digna, de não acomodar com o que incomoda, de correr atrás dos sonhos, de acreditar em Deus, de ser melhor a cada dia.
Gosto de céu, de mar, de chuva, de árvore, de gente, de comer, de trabalhar com educação, de viajar, de festas, de amigos, de criança, de computador, de filmes, de livros, da vida!
Amo mesmo e muito a mim, ao meu amor (Daniel), minha mãe, irmãos e sobrinhos

Quanto ao trabalho...
Atualmente, sou professora da rede municipal de Simões Filho há 23 anos. Há dois anos leciono a disciplina Língua Portuguesa na Educação de Jovens e Adultos. Já fiz vários cursos na área de educação como Formação Continuada de Professores para o Atendimento Educacional Especializado (MEC/SEESP),Formação continuada de Professores das Séries Iniciais do Ensino Fundamental Pró-Letramento: Alfabetização e Linguagens(UEPG e a SEB/MEC), Formação continuada Gestão de Aprendizagem I, entre outros.

Quanto a Experiência...
Uma experiência significativa que desenvolvi nos últimos anos foi à participação como professora Orientadora na Elaboração de Plano de Desenvolvimento da Escola e a elaboração de Projetos para o FNDE, onde se destacou a Universidade Aberta do Brasil (UAB), projeto com a parceria da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

Abraços!!!